Um dos maiores psicólogos de todos os tempos, sem dúvidas, foi Carl Ransom Rogers (1902-1987). Rogers foi o primeiro psicoterapeuta a gravar suas sessões, com autorização dos clientes, o que permitiu um novo método de estudar objetivamente os fenômenos subjetivos.

Rogers é considerado um dos pioneiros da psicologia Humanista e o fundador da abordagem centrada na pessoa. Dentre suas várias publicações está o clássico livro “Tornar-se Pessoa”, abaixo coloquei alguns pensamentos inspiradores desse livro para que você possa conhecer um pouco mais sobre esse grande autor.

1. É o próprio cliente que sabe aquilo de que sofre, qual a direção a tomar, quais problemas são cruciais, que experiências foram profundamente recalcadas. Comecei a compreender que, para fazer algo mais do que demonstrar minha própria clarividência e sabedoria, o melhor era deixar ao cliente a direção do movimento no processo terapêutico. (p.19)


2. Nas minhas relações com as pessoas descobri que não ajuda, a longo prazo, agir como se eu fosse alguma coisa que eu não sou. (p. 28)


3. Descobri que sou mais eficaz quando posso ouvir a mim mesmo aceitando-me, e quando posso ser eu mesmo. … Julgo que aprendi isto com meus clientes, bem como através da minha experiência pessoal – não podemos mudar, não podemos afastar do que somos enquanto não aceitarmos profundamente o que somos. (p.29)


4. A vida, no que tem de melhor, é um processo que flui, que se altera e onde nada está fixado. (p. 38)


5. A experiência mostrou-me que as pessoas têm, fundamentalmente, uma orientação positiva. … Acabei por me convencer de que quanto mais um indivíduo é compreendido e aceito, maior tendência tem para abandonar as falsas defesas que empregou para enfrentar a vida, e para progredir num caminho construtivo. (p.38).


6. À medida que um indivíduo se torna capaz de assumir sua própria experiência, caminha em direção à aceitação da experiência dos outros. Ele aprecia e valoriza tanto sua experiência como a dos outros por aquilo que elas são. (p.199)


7. Os fatos são sempre amigos. O mínimo esclarecimento que consigamos obter, seja em que domínio for, aproxima-nos muita mais do que é a verdade. (pg.36).


8. Aquilo que é mais pessoal é o que há de mais geral. (pg.37).


9. Penso que é possível agora ver claramente por que razão não existe filosofia, crença ou princípios que eu possa encorajar ou persuadir os outros a terem ou a alcançarem. Não posso fazer mais do que tentar viver segundo a minha própria interpretação da presente significação da minha experiência, e tentar dar aos outros a permissão e a liberdade de desenvolverem a sua própria liberdade interior para que possam atingir uma interpretação significativa da sua própria experiência. (pg.39).


10. Quanto mais aberto estou às realidades em mim e nos outros, menos me vejo procurando, a todo o custo, remediar as coisas. (pg. 33).